A cada mês, a Sabesp coleta aproximadamente 29 toneladas de resíduos das redes de esgoto, estações elevatórias e da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) em Franca. Esse volume é equivalente ao peso de 19 carros populares.
Em um período de um ano, essa quantidade se eleva para cerca de 250 toneladas, o que corresponde a duas baleias e meia de grande porte – animais que são considerados os maiores do mundo – que nunca deveriam entrar no sistema de esgoto.
Dentre os itens encontrados durante as atividades de limpeza e manutenção, estão óleo de cozinha, fraldas descartáveis, absorventes, fio dental, cotonetes, preservativos, panos, plásticos e embalagens.
Embora possam parecer inofensivos quando jogados em pias, ralos ou vasos sanitários, esses materiais causam bloqueios nas tubulações, aumentam a frequência das manutenções e podem resultar em vazamentos nas ruas ou até mesmo o retorno do esgoto para dentro das residências.
Impacto ambiental
O plástico presente em fraldas descartáveis e absorventes leva cerca de 400 anos para se decompor no meio ambiente. Da mesma forma, o látex dos preservativos também permanece por séculos antes de se degradar.
Outro material que merece destaque é o óleo de cozinha. Quando despejado na pia, ele flui pela tubulação enquanto ainda está quente; entretanto, ao esfriar, solidifica-se e adere às paredes do sistema de esgoto.
Com o passar do tempo, isso resulta na formação de grandes placas de gordura que obstruem a passagem dos esgotos e favorecem a retenção de outros resíduos, agravando os entupimentos.
O descarte inadequado compromete as redes de esgoto (Foto: Divulgação Sabesp)
Em diversas situações, as obstruções se tornam tão severas que não podem ser resolvidas apenas com hidrojateamento e sucção. Nesses casos extremos, é necessário romper o pavimento para substituir trechos da tubulação, o que torna a manutenção mais complicada e afeta o trânsito e o cotidiano da população.
Ainda que a Sabesp realize ações contínuas para limpeza e manutenção do sistema durante todo o ano para garantir seu funcionamento adequado, é essencial que a população colabore para minimizar esses problemas.
Ligações irregulares também impactam negativamente o sistema
Um problema frequente é a conexão indevida de calhas e ralos externos à rede de esgoto. Como essa estrutura foi projetada somente para receber esgotos domésticos, as águas pluviais em grande volume geram sobrecarga nas tubulações e elevam o risco de extravasamentos.
Essa ligação não só prejudica a operação da rede como também é irregular. A água da chuva deve ser direcionada ao sistema municipal de drenagem urbana e jamais à rede sanitária.
Caso sejam identificadas ligações inadequadas pela Sabesp, a administração municipal é informada para tomar as providências necessárias.
Dicas para ajudar
A comunidade pode auxiliar na preservação do sistema de esgoto adotando algumas práticas simples no dia a dia:
- Nunca despeje óleo de cozinha ou restos alimentares na pia;
- Evite jogar fraldas, absorventes, preservativos, cotonetes, fio dental ou qualquer lixo no vaso sanitário;
- Não conecte calhas ou ralos externos à rede sanitária.
Adoções dessas pequenas atitudes em casa podem evitar entupimentos e diminuem a necessidade de intervenções nas ruas. Isso contribui para um funcionamento eficiente do sistema sanitário, beneficiando toda a população.
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