Preocupação com a febre do skincare infantil: especialistas alertam sobre produtos perigosos e como criar uma rotina segura para as crianças (Foto Shutterstock)
A prática de cuidados com a pele, que antes era restrita aos adultos, agora também atrai a atenção de crianças e adolescentes. Influenciadas por conteúdos de autocuidado nas redes sociais, os pequenos estão cada vez mais interessados em cremes e maquiagens.
Entretanto, essa tendência pode esconder riscos sérios. Sem a orientação adequada, o uso de produtos inadequados pode prejudicar tanto a saúde física quanto emocional dos jovens.
Profissionais da saúde ressaltam que a pele das crianças é mais delicada e permeável, tornando-as suscetíveis a substâncias químicas e reações alérgicas indesejadas.
A recomendação geral é que até os 12 anos, os cuidados com a pele sejam simples, priorizando apenas uma limpeza suave, hidratação e proteção solar. Ingredientes ativos que são comuns em cosméticos destinados aos adultos podem ser excessivamente agressivos para esta faixa etária.
Cuidado com os Rótulos
Na hora da escolha dos produtos, é essencial que os pais não se deixem influenciar apenas por embalagens chamativas ou personagens conhecidos. A leitura atenta dos rótulos é crucial, evitando componentes potencialmente tóxicos como parabenos, petrolatos e ftalatos.
Uma opção crescente são os produtos veganos e naturais, que tendem a ter fórmulas mais seguras e limpas.
“O que realmente importa é o conteúdo do frasco. O protetor solar, por exemplo, é um item fundamental e deve ser aplicado diariamente”, afirma a nutricionista Melyssa Esser.
Efeitos na Saúde Mental
Além de causar dermatites e alergias, uma preocupação excessiva com a aparência pode afetar o desenvolvimento psicológico das crianças.
A pressão por alcançar uma “pele perfeita” irrealista pode provocar ansiedade, baixa autoestima e até episódios de depressão em jovens que ainda não têm maturidade para lidar com padrões estéticos exigentes.
A recomendação é que qualquer rotina de cuidados mais complexa inicie somente após os 12 anos, preferencialmente sob orientação profissional e sempre associada a uma alimentação equilibrada e hidratação adequada.