Cercados pela natureza, com o canto dos pássaros ao fundo e as mãos na terra, 60 alunos do 4º ano da Escola Estadual Barão de Franca, com idades variando entre 9 e 10 anos, vivenciaram uma experiência única durante a visita inaugural ao Horto de Plantas Medicinais da Fundação Espírita Allan Kardec, localizado em Franca.
Esta atividade marca o começo de uma iniciativa que visa acolher escolas e outros grupos comunitários nesse espaço que compõe o complexo da fundação, situado no Bosque Beija-Flor, no coração da cidade.
A visita foi estruturada em diversas etapas, promovendo aprendizado sobre meio ambiente, plantas medicinais, experiências sensoriais e práticas de cultivo, além de técnicas de respiração e meditação.
O objetivo é conectar crianças e adolescentes à natureza, apresentando o cultivo de plantas medicinais como uma prática benéfica para a saúde mental e o bem-estar geral.
Declaração do coordenador
“Esse projeto já estava sendo idealizado e iniciamos com uma visita-piloto. Um dos focos do Horto é proporcionar experiências para a comunidade, escolas e jovens, permitindo que eles se conectem com o cultivo das plantas medicinais e redescubram seu vínculo com a natureza”, comentou Peter Gustavo, coordenador do Horto de Plantas Medicinais.
Enquanto percorriam o Bosque Beija-Flor, os alunos foram incentivados a observar atentamente o ambiente ao seu redor, percebendo sons como o do vento nas árvores e o canto dos pássaros.
Os estudantes também tiveram a oportunidade de praticar técnicas de respiração e meditação. Segundo Peter, além do aprendizado acerca das plantas, a proposta é fornecer ferramentas que possam ser aplicadas no cotidiano das crianças.
“Estar em contato com a natureza ajuda a desacelerar e aprimorar a atenção e percepção. É uma vivência que contrabalança o excesso digital contemporâneo, trazendo os pequenos para o momento presente”, enfatizou.
Vivência sensorial
Uma parte da programação foi dedicada à vivência sensorial com as plantas medicinais. Os alunos tiveram contato com espécies como alecrim, calêndula, equinácea e lavanda, aprendendo sobre suas características e usos potenciais na saúde. A equinácea é especialmente reconhecida por seu uso na homeopatia.
Na cozinha improvisada do horto, os estudantes degustaram brigadeiro feito com hortelã e descobriram como fazer águas aromatizadas utilizando hortelã, alecrim e frutas como laranja e morango.
Para Andrea Cristiane de Oliveira, professora do quarto ano da Escola Barão de Franca, essa visita trouxe uma aplicação prática aos conteúdos estudados em sala de aula.
“A proposta foi proporcionar uma aula em tempo real sobre os temas abordados nas aulas teóricas—eles puderam tocar a terra, interagir com as plantas e se conectar com a natureza—o que despertou novas emoções neles”, relatou a professora.
Conectando-se à terra
O cultivo também fez parte das atividades programadas.
Os alunos aprenderam sobre como preparar substrato adequado para plantio
e realizaram todo o processo desde separar sementes até efetuar o plantio em si.
Essa atividade também visou desenvolver habilidades motoras por meio do manuseio do solo e separação das sementes pequenas.
Vitória Emanuelly Gonçalves Sales, uma das participantes de apenas nove anos destacou sua experiência positiva ao conhecer o local e saborear o brigadeiro feito com hortelã.
“Eu adorei tudo! Aprendi muito sobre meio ambiente na visita! O brigadeiro de hortelã foi incrível!”, afirmou ela entusiasmada.
Isabelly Ciabati, outra participante de dez anos enfatizou que aprender sobre plantio foi um dos momentos mais marcantes da visita.” Eu amei! A melhor parte foi ver os micos! Nunca tinha visto macaquinhos antes! Aprender sobre meio ambiente também é muito legal! Agora posso comprar terra e sementes para plantar em casa se quiser”, compartilhou ela animada.
A professora Andrea acrescentou que essa visita proporcionou aos estudantes um panorama sobre outros projetos desenvolvidos pela Fundação Allan Kardec como as Oficinas Inspiração – voltadas para reciclagem eletrônica, agricultura sustentável e confecção de sacolas recicláveis.
“Esses projetos estão interligados visando promover saúde mental entre os participantes.O trabalho da instituição tem sido fundamental há anos na cidade de Franca e região.Por isso é importante que as crianças conheçam esses espaços”, observou Andrea.
A expansão do projeto
Peter informou que esta visita realizada pela Escola Barão de Franca faz parte desse projeto experimental que deve incluir novas turmas até o ano de 2026 ,com planos para expandir as atividades do Horto durante 2027 .