Imposto de Renda: Cresce o perigo de fraudes impulsionadas por Inteligência Artificial na reta final

À medida que se aproxima o prazo final para a entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), marcado para 29 de maio, os contribuintes enfrentam um período de crescente pressão e urgência. Essa situação é frequentemente aproveitada por golpistas virtuais.

A partir de 2026, esse cenário se torna ainda mais desafiador devido ao aumento do uso de inteligência artificial, que tem potencializado fraudes, tornando comunicações enganosas mais convincentes e minando a confiança dos cidadãos nas plataformas digitais oficiais.

A multinacional TIVIT, parte do Grupo Almaviva e fornecedora de serviços tecnológicos na América Latina, enfatiza que a evolução dessas fraudes demanda uma discussão mais ampla que vá além da proteção individual dos contribuintes.

Essa conversa deve incluir também a resiliência digital das instituições governamentais, a segurança das interações online e a habilidade de manter a confiança nas infraestruturas essenciais do setor público.

Tentativas de fraude em alta

Informações da Serasa Experian revelam um agravamento da situação: no início de 2026, o Brasil registrou uma tentativa de fraude financeira a cada 2,2 segundos.

A combinação de dados vazados com técnicas avançadas de engenharia social personalizadas resultou em um aumento próximo a 30% nas tentativas fraudulentas durante o último ciclo.

Atualmente, mais de metade da população brasileira relata ter sido alvo de golpes digitais nos últimos 12 meses, o que desafia a confiança nos canais oficiais.

Thiago Tanaka, Diretor de Cibersegurança da TIVIT, aponta que a principal inovação em 2026 é a utilização da inteligência artificial generativa para tornar os ataques mais persuasivos.

Comunicações enganadoras

“Com a proximidade do prazo para as declarações, o senso de urgência se intensifica. A inteligência artificial possibilita a criação de mensagens falsas com linguagem e design muito similares às comunicações oficiais, elevando o risco de erros por parte dos cidadãos e aumentando ainda mais a desconfiança nos canais digitais”, explica Tanaka.

No contexto do Imposto de Renda, esses golpes frequentemente se manifestam através de sites falsos, mensagens sobre malha fina, promessas enganosas de restituição e cobranças indevidas ou alertas sobre supostas pendências.

Embora os impactos sejam visíveis principalmente aos contribuintes, as instituições também são afetadas pela sobrecarga nos canais de atendimento, dificultando a comunicação oficial e exigindo respostas ágeis em termos de prevenção e orientação.

O especialista ressalta que a proteção nesse cenário depende da implementação conjunta de uma arquitetura digital segura, autenticação eficiente, monitoramento constante e educação dos usuários.

Autenticação eficaz

Ambientes autenticados como o portal e-CAC e o aplicativo Meu Imposto de Renda são fundamentais. O uso de múltiplos fatores de autenticação permanece como uma das principais estratégias para mitigar riscos relacionados ao acesso não autorizado e fraudes.

“O desafio vai além da simples prevenção contra ataques; é necessário garantir que toda a experiência digital do cidadão seja realizada com segurança desde o início até o fim. Isso envolve aspectos como identidade digital, autenticação efetiva, proteção dos dados pessoais e capacidade rápida para responder a incidentes”, esclarece Tanaka.

“Canais oficiais não utilizam apelos emocionais urgentes. A resiliência cibernética nacional depende tanto da solidez das infraestruturas quanto da promoção de uma cultura crítica em relação à confiabilidade digital entre os usuários”.

<pNesse sentido, ele acredita que fortalecer a resiliência digital no setor público requer uma abordagem integrada que una infraestrutura robusta com governança eficiente, monitoramento regular e orientação ao usuário.

Proteção dos dados

Durante períodos críticos como o fechamento do prazo para entrega do Imposto de Renda, essa capacidade se torna ainda mais crucial para proteger informações sensíveis, diminuir vulnerabilidades e manter a confiança nos serviços digitais oferecidos pelo governo.

“Se a confiança na comunicação oficial for comprometida, isso pode levar à ineficiência do Governo Digital. Nesse caso, as instituições públicas são forçadas a operar em modo emergencial, impactando negativamente o planejamento estratégico relacionado à arrecadação e fiscalização”, afirma Tanaka.

Ele conclui afirmando que “a segurança deve ser vista como um pilar fundamental para garantir a sustentabilidade das operações públicas”.

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By Franca 24 Horas

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