Na 22ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Franca, realizada em 30 de junho de 2026, o vereador Gilson Pelizaro (PT) utilizou a tribuna para pedir ações urgentes em relação à segurança de um antigo edifício público na área dos bairros Consolação, Jardim Lima e Parque dos Limas.
Pelizaro fez uma conexão entre o tema e os investimentos em tecnologia voltados para a segurança pública, mas destacou que, para o prédio em questão, a solução requer medidas diretas de proteção.
“Estamos observando os esforços da administração municipal para implementar a Muralha Paulista. Eu mesmo atuei para acelerar esse processo junto ao Ministério da Justiça, buscando melhorias rápidas na segurança da nossa cidade”, ressaltou.
Responsabilidade
O vereador enfatizou que existem problemas que podem ser resolvidos sem a necessidade de sistemas complexos, mas sim através da definição clara de responsabilidades e ações imediatas no local. Ele mencionou que o imóvel já foi cenário de um homicídio e tem sido alvo de ocupações por usuários de drogas.
“Há questões que não necessitam de alta tecnologia como a Muralha Paulista para serem solucionadas. É simples. Precisamos identificar quem é responsável pelo local para tomar as atitudes necessárias”, afirmou.
Pelizaro também relatou que os residentes da área têm solicitado intervenções urgentes devido à invasão do prédio e à insegurança nas proximidades. O vereador alertou que o espaço propicia atividades ilegais e pediu por medidas de proteção até que uma decisão definitiva sobre o futuro do imóvel seja tomada.
“Os moradores daquela região, especialmente do Consolação e do Parque dos Limas, estão clamando por soluções imediatas!”
Soluções
Discutindo a situação administrativa do prédio, Pelizaro levantou questionamentos sobre a incerteza em relação à responsabilidade pela propriedade. Ele argumentou que as informações contraditórias sobre quem a possui dificultam a implementação de ações necessárias e mantêm os habitantes da região sob risco.
O vereador também ressaltou que é fundamental o envolvimento do Governo do Estado na resolução da situação, dado seu papel na segurança pública e sua relação com o imóvel em questão. Para ele, a burocracia não deve ser um obstáculo para que medidas imediatas sejam adotadas no local.
“Quem é responsável pela segurança pública no Estado de São Paulo? É o governo estadual. E quem é o proprietário daquele prédio? Também é o governo estadual. Por que não unir esforços existentes para evitar que aquele local se torne um cenário de violência?”, questionou.
Além disso, Pelizaro criticou a decisão anterior da administração municipal em adquirir um imóvel privado para instalar a Secretaria de Educação, ao invés de aproveitar o prédio público mencionado.
Para finalizar, o vereador expressou a importância das negociações com o Governo do Estado, mas pediu agilidade nas ações necessárias para enfrentar a situação.
A postagem sobre o debate acerca do chamado “esqueleto” na Câmara Municipal e as solicitações do vereador foi publicada originalmente em Jornal da Franca.